Em Minas, 10% das carteiras assinadas estão na Economia Criativa

A economia criativa em Minas Gerais representa quase 10% dos empregos formais do estado. Essa é uma das conclusões do estudo “Radar – Economia Criativa em Minas Gerais”, produzido pelo Observatório P7 Criativo, com base na RAIS de 2016. São 457.925 trabalhadores vinculados a essa nova realidade, o que representa a população dos municípios de Betim e de Juatuba juntos.

Segundo o Ministério do Trabalho, no mesmo ano (2016) havia mais de 4,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada no estado. Coincidentemente, em todo o país o número de empregados formais relacionados à economia criativa também era de 4,6 milhões.

Mas, se economia criativa é um conceito ainda em construção, e sem um consenso absoluto, como os pesquisadores conseguiram chegar a esse número? Essa foi a pergunta inicial para conseguir estratificar os dados, e a decisão foi por adotar a Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAEs). Assim, das 1301 subclasses das CNAE’s, o estudo identificou 166 como integrantes da economia criativa (confira na página 70).

Partindo desse recorte, o estudo também identificou que Minas Gerais é o segundo estado com maior número de empregos na economia criativa no país. Perde apenas para São Paulo, e é seguido pelo Rio de Janeiro.

Os grupos mais representativos em MG, em termos de geração de empregos, são “Cultura” (54%) e “Criações Funcionais” (30,3%). Em seguida, aparecem os grupos “Tecnologia e Inovação” (9,7%) e “Mídia” (6%).

Minas Gerais
Com relação à distribuição regional, os dez municípios mineiros que concentram a maior quantidade de empregos da economia criativa são Belo Horizonte (22%), Juiz de Fora (4,1%), Uberlândia (4,1%), Contagem (3,44%), Nova Serrana (2,10%), Ubá (2,05%), Uberaba (1,83%), Divinópolis (1,62%), Nova Lima (1,51%) e Montes Claros (1,48%).

Em Minas Gerais, a economia criativa gera cerca de R$ 788 milhões em renda mensal para os trabalhadores. Nesse quesito, destacam-se os grupos “Cultura” (43,19%), “Criações Funcionais” (24,8%) e “Tecnologia e Inovação” (24,7%).

Divulgação
Os números da pesquisa foram apresentados no último dia 25 de outubro, para mais de 200 pessoas, no auditório da Cemig, na Avenida Barbacena, em Belo Horizonte. Esse é um primeiro estudo e a proposta do P7 Criativo é manter a produção de análises periódicas sobre o setor.

“Isso permite um olhar macro e quantitativo, fundamental para o entendimento das características do setor e para a definição de planos de fomento e políticas públicas”, afirma Leonardo Guerra, Presidente Executivo da Associação P7 Criativo.

Ao longo dos próximos posts apresentaremos outros desdobramos da pesquisa.

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