Veja as tendências de bons negócios para 2021

O ano de 2020 foi mesmo atípico. Para alguns, foi um ano perdido, enquanto, para outros, houve oportunidade de crescimento. Com tantas surpresas, não é fácil fazer projeções para este novo ciclo que se inicia. A grande expectativa mundial é pela aplicação das vacinas e avanço das pesquisas científicas sobre a Covid-19.

No campo do empreendedorismo, há razões para acreditar em um 2021 melhor. Mesmo durante a quarentena, foram abertos 782 mil negócios no país entre maio e agosto de 2020, segundo dados do Ministério da Economia. O volume é 6% maior do que o do primeiro quadrimestre de 2020, o que mostra a determinação do brasileiro em empreender diante de uma situação de recessão e desemprego.

Mas, ainda assim, os negócios que não se atualizarem podem ter dificuldades em sobreviver. Por isso, temos algumas dicas que podem ajudar.

A primeira sugestão é o e-commerce de equipamentos de tecnologia. Segundo o relatório publicado pela Ebit | Nielsen, o segmento de vendas on line com maior aumento de ticket médio na pandemia foi o de produtos de informática. As lojas da categoria tiveram um aumento de 50% no valor médio de compra dos clientes e um crescimento de 101% no faturamento no segundo trimestre de 2020.

A segunda sugestão é desenvolvimento de jogos para celular. Um dos mercados que explodiu durante a pandemia foi o de games, com faturamento recorde de R$ 851 bilhões em 2020, segundo dados da Newzoo. Só o segmento mobile faturou R$ 402,5 bilhões, graças ao aumento no número de downloads. Nesse cenário, o desenvolvimento de games para celular se torna um ótimo negócio em potencial para este ano.

Comércio de wearables (vestíveis) é nossa terceira sugestão. As vendas de wearables cresceram 265% no primeiro trimestre de 2020 e alcançaram um faturamento de R$ 438 milhões, segundo dados do IDC publicados na Mobile Time. Entre smartwatches e fitbands (relógios e pulseiras conectados), foram vendidos mais de 318 mil dispositivos vestíveis no país nesse período. O crescimento desse segmento foi puxado especialmente pela Geração Z (jovens nascidos entre 1992 e 2010), que tem se adaptado às pulseiras que registram batimentos cardíacos e velocidade da corrida, óculos com assistentes pessoais e relógios que obedecem comandos. Essa é uma tendência que veio para ficar.

Indo por outra vertente, o mercado vegetariano já vinha crescendo e se mantém como aposta certeira para 2021. Para o setor da gastronomia, a venda de produtos vegetarianos e veganos é uma opção bastante interessante. Segunda a pesquisa Ibope mais recente sobre hábitos alimentares, 14% da população brasileira já se declara vegetariana (30 milhões de pessoas). Além disso, 55% dos brasileiros afirmam que consumiriam mais produtos veganos se os ingredientes estivessem indicados na embalagem, enquanto 60% escolheriam a opção vegana se tivesse o mesmo preço do produto que costumam consumir. Entre os pequenos negócios, crescem os restaurantes vegetarianos, empresas de marmitas sem produtos de origem animal, empresas de cosméticos veganos, fabricantes de produtos plant-based e vários outros segmentos repletos de oportunidades.

Eis agora uma ideia já antiga que foi repaginada durante a pandemia: os clubes de assinaturas. 2021 promete ser o ano dos negócios que usam esse modelo da chamada economia da recorrência. No Brasil, o mercado de clubes de assinatura cresceu 12% no ano passado, um avanço impressionante para um cenário de pandemia e crise mundial, segundo dados da Betalabs publicados no Valor Investe. Em 2015, existiam apenas 300 empresas no setor e hoje o número estimado é de quase 4 mil clubes, que movimentaram juntos mais de R$ 1 bilhão em 2019. Os segmentos que mais se destacaram foram o de livros (27%), bebidas (18%), alimentos (17%), cuidados pessoais (12%), pet (11%) e outros (15%). As possibilidades de clubes de assinatura são inúmeras. Basta encontrar um nicho de mercado e abrir seu negócio para faturar com pagamentos recorrentes.

Gostou das ideias? Mesmo com a expectativa otimista, é importante ter em mente que a incerteza continua dominando o cenário global e que ainda não há como prever o desempenho das empresas neste novo ano. A única certeza é de que os profissionais brasileiros têm a garra e criatividade necessárias para superar crises e o futuro do mercado será ditado por muitos empreendedores bem-sucedidos do pós-pandemia.

Compartilhe:
Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on google

Conteúdo Relacionado