Fique de Olho! Tendências para o setor de Móveis e Decoração em 2021

Ano passado, diante de um cenário de pandemia, o home office despontou como uma das principais tendências no mundo do trabalho e, ao que tudo indica, veio para ficar. A casa agora é local para atividades físicas, profissionais, acadêmicas e também de lazer. Ganhou novos sentidos e significados e muitas pessoas se interessaram de forma mais intensa com o bem-estar e a decoração das residências, o que impulsionou (e muito!) o mercado moveleiro.

Houve um crescimento de 23,5%, somente no primeiro semestre de 2020, segundo dados da Ebit/Nielsen e estima-se que em 2021, o setor moveleiro também cresça na casa de aproximadamente 20%, segundo números da IMEI, consultoria que realiza pesquisas para indústrias e entidades em relação às mudanças comportamentais de cada setor do mercado. Em função disso, as indústrias moveleira e de decoração já trazem alguns apontamentos para produtos e estilos em 2021.

A primeira grande tendência já ficou muita clara em 2020: o futuro moveleiro é digital, mas vai contar também com a ajuda do atendimento presencial. Antes, para comprar um móvel ou decorar a casa, era preciso visitar várias lojas para estudar valores e itens. Agora, o acesso digital substitui várias dessas tarefas, criando novas oportunidades de alcançar clientes de diferentes lugares.

Porém, o fator presencial não deve ser abandonado. Estudos de mercado apontam que os consumidores vão querer boas vitrines com tudo aquilo que querem consumir. E, se essa vitrine conversa de maneira direta com os sites e as redes sociais, então as vendas estão garantidas.

Há agora uma maior influência das redes sociais na decisão de compra. As novas gerações, totalmente digitais, exigem uma presença das empresas nos ambientes virtuais. As redes sociais se tornaram canais mais próximos e diretos com os clientes e facilitaram o acesso às informações detalhadas do produto e às experiências com a marca.

Outra forte tendência essa valorização da experiência. As pessoas estão rejeitando o consumo desenfreado e optando por escolhas que atendam sua real necessidade e sejam mais duradouras. Logo, os consumidores estão escolhendo os produtos pensando nos benefícios e no valor agregado que possuem. Não é mais uma busca apenas pelo mais barato, mas sim aquele que vai de fato resolver o seu problema e promover uma melhor experiência.

A linha ‘faça você mesmo’ conquistou muitos consumidores, que estão passando mais tempo em casa. Com o isolamento, as pessoas tiveram que resolver sozinhas seus problemas domésticos e até mesmo improvisar na decoração para adequar o ambiente às demandas de trabalho. Com isso, elas foram forçadas a criar seus próprios móveis e acessórios mais simples e até começaram a personalizar as peças. Aqueles que ficaram desempregados viram no setor moveleiro novas possibilidades de negócio e passaram a criar produtos para vender.

E vale também ressaltar que a elevação do consumo local criou um incentivo de colaboração entre pequenos empreendedores de bairro. Houve uma valorização desse mercado mais acolhedor e a expectativa é de que o consumo local continue crescendo, sobretudo em função de um relacionamento mais próximo e de um atendimento personalizado. Para aproveitar essa tendência, os microempreendedores precisam ter uma boa comunicação e canais de contato acessíveis e eficientes com o consumidor para criar fidelidade.

Compartilhe:
Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on google

Conteúdo Relacionado