Conservação e restauração de peças de cerâmica

A partir de um grande acidente, novas pesquisas podem se desenvolver. Um trabalho que está sendo feito na UFMG é exemplo de uma porta se abrindo na área de conservação e restauração de peças de cerâmica. A pesquisa começou a partir do incêndio no Museu de História Natural da UFMG, em junho de 2020, que atingiu a Reserva Técnica 1, onde estavam peças não expostas, entre elas, um acervo cerâmico proveniente de Minas Gerais.

A tipologia dessas peças de cerâmica incendiadas está sendo estudada pelo departamento de pós-graduação de Artes da Universidade. O trabalho identificou que uma das degradações mais presentes no acervo foi a presença de fuligem. Segundo a pesquisa, este é o grande desafio para o tratamento das peças. O trabalho desenvolvido na UFMG pode servir como base para futuras pesquisas de conservação preventiva e recuperação de outras peças de cerâmica.

Os custos do trabalho de organização de todas as peças resgatadas no incêndio, contratação de equipe e aquisição de equipamentos estão sendo possíveis através da campanha de financiamento coletivo Renasce Museu, lançada em janeiro deste ano e que arrecadou R$ 410.564,00. Está em elaboração um projeto para a reconstrução do espaço físico do Museu que sofreu danos no incêndio.

O trabalho realizado é uma das novas formas de pesquisa e colaboração para cuidar do patrimônio.

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