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Economia Criativa 29 nov 2018

Mooca, empresa residente do P7, já acelerou mais de 450“criadores”

Em que medida a criatividade rima com negócio? A princípio, para algumas pessoas pode haver uma dificuldade em se estabelecer um equilíbrio. No entanto, se depender da Mooca, empresa residente do P7 Criativo desde setembro deste ano, não haverá barreiras para se manter a veia inovadora e, ao mesmo tempo, incorporar a realidade dos números ao cotidiano. Desde que começou a funcionar, há três anos, a Mooca já acelerou mais de 450 produtores criativos, chamados de “criadores”.

A proposta é simples: fornecer mentorias com foco na necessidade da turma e também em cada criador. Assim, quem cria também aprende a gerir o próprio negócio.

Desde que começou, em setembro de 2015, a proposta passou por aperfeiçoamentos, e hoje o “Programa de Formação Empreendedora” contempla quatro áreas: Finanças, Processos, Comunicação e Design (subdividido em serviços, produtos e negócios).

De acordo com a designer Marina Montenegro, que divide a sociedade com a publicitária Fabiana Soares, a aceleração pela qual o criador passa na Mooca o permite que até mesmo dobre o faturamento no período de um semestre.

Atualmente, a Mooca está com 30 criadores na aceleração e 42 criadores com produtos na loja física, que fica na Savassi, em Belo Horizonte. Lá são comercializados objetos de decoração, papelaria, louças, moda, perfumaria, infantil e PET, dentre outros.

Origem
Em 2015, quando a Mooca iniciou os trabalhos, as sócias pensavam que teriam que insistir para as pessoas participarem. No entanto, a procura foi tamanha que elas tiveram que fazer uma seleção, e 37 criadores foram escolhidos para essa primeira fase da empresa. Uma loja temporária foi aberta, na Savassi, no fim do ano. A proposta deu certo e elas quiseram continuar.

A empresa já atendeu a mais de 90 mil usuários únicos e, em 2017, obteve um crescimento de 87% em relação ao ano anterior. Além da loja na Savassi, desde abril deste ano a Mooca também comercializa os produtos no E-commerce.

Como o negócio estava crescendo e as sócias precisavam de uma estrutura para trabalhar e receber parceiros e clientes, elas decidiram ir para o P7 Criativo, na avenida Afonso Pena. “A nossa sobreloja é um pouco de tudo, escritório, estoque. Então, precisamos de um espaço como o P7. E o bom é que temos recepcionista, salas e porteiro, por exemplo, com um preço acessível”, revela Marina Montenegro.

Maria, a Louça

Uma das empresas que está desde o começo é a “Maria, a Louça“, da criadora e designer de produtos Carol de Paula. Ela vende produtos de casa, principalmente louça, com uma personificação.

Cansada do emprego em que estava, Carol queria investir em um trabalho artesanal. Foi aí que conheceu a Mooca, ainda em 2015, e investiu na abertura da empresa, junto à mãe e à irmã, que hoje não participam mais da empresa.

“A Mooca ajudou em vários momentos. Depois de ter colocado os produtos para vender lá, revi a precificação, e isso foi muito importante. Me deram várias dicas em relação à divulgação, como expor e contar história do produto”, afirma Carol de Paula.

Confira aqui o vídeo manifesto produzido pela Mooca.

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