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Institucional 05 jun 2018

Obras da futura sede do P7 Criativo já começaram na Praça Sete

Os 25 andares do edifício, que tem projeto de Oscar Niemeyer, serão destinados integralmente a novos negócios e atividades de fomento à economia criativa. Apesar de estar em uma das esquinas mais importantes da cidade, poucas pessoas na cidade sabem que o prédio foi projetado por Oscar Niemeyer, em 1953. O edifício foi vanguarda uma vez, quando construído com seu estilo modernista nos anos 50, e agora se torna vanguarda pela segunda vez, abrigando um projeto ousado, ligado à nova economia. São 17 mil metros quadrados, distribuídos em 25 andares.

CUIDADOS COM A ESTRUTURA HISTÓRICA E ARTÍSTICA DO EDIFÍCIO

Como o edifício é tombado, toda a obra está sendo acompanhada por técnicos do IEPHA. Um esforço importante está sendo feito para preservar ao máximo os acabamentos originais, como o piso em tacos de peroba, que estão sendo cuidadosamente retirados e serão restaurados, paredes em pedra Lioz, painéis de tilojos de vidro, revestimentos internos de banheiros, guarda-corpo da cobertura, pastilhas cerâmicas que revestem a casa de máquinas e outros acabamentos instalados ainda na década de 1950. O destaque da primeira fase da obra foi justamente a retirada do piso original em peroba. Os tacos em bom estado serão restaurados e reinstalados.

Também vai passar por um cuidado especial um painel artístico localizado no 24º andar, de autoria do pintor, desenhista e muralista Mário Silésio, que foi discípulo de Guignard e se notabilizou justamente pelas obras em edifícios públicos, algumas delas em Belo Horizonte. O painel passará por um restauro completo.

CUSTOS E IMPACTOS ECONÔMICOS DA OBRA

A restauração terá um custo de R$ 45,7 milhões de reais, sendo R$ 28,5 milhões pela CODEMGE e R$ 17,2 milhões pelo BNDES. A duração prevista para a obra é de 15 meses.

O Brasil está entre os países que mais produzem negócios criativos e Minas Gerais é um dos estados com forte participação nesse mercado. Estudos de viabilidade do projeto indicam que, quando em pleno funcionamento, o P7 Criativo tende a gerar mais de 1,6 mil empregos diretos e 8 mil indiretos, além de R$ 113 milhões de reais e movimentação econômica.

ENTREGAS AO FINAL DA OBRA

A estrutura da nova sede vai contar com o Memorial da Praça Sete, espaço de cultura e história aberto a toda a população, terá a primeira biblioteca pública virtual de Minas Gerais, um restaurante com vista panorâmica para toda a cidade de Belo Horizonte, também aberto ao público, além de espaços de coworking, salas multiuso, centro de pós-produção audiovisual, auditório, laboratório aberto para experimentação e prototipação de produtos, além de 11 andares disponíveis para empresas da indústria criativa – pequenas, médias e grandes.

Um conjunto de atividades de fomento, capacitação, experimentação e relacionamento vão acontecer diariamente no P7 quanto o projeto estiver em plena atividade, além das inúmeras empresas de pequeno, médio e grandes portes que estarão sediadas no espaço.

Veja como está prevista a ocupação do prédio andar por andar:

Térreo – Recepção

2º andar – Atividade comercial

3ºandar  – Memorial Praça Sete
Todo o andar será dedicado ao Memorial, que vai resgatar a história do prédio, da Praça Sete da cidade de Belo Horizonte. O espaço será aberto à visitação.

4º ao 7º andares – Espaços de coworking e incubadoras

8º andar – Laboratório aberto
Espaço dedicado à experimentação e criação, com equipamentos especializados.

9º andar – Biblioteca pública
Com um acervo especializado em temas relacionados à indústria criativa, e foco em obras digitais.

10º andar – Observatório da Economia Criativa da Fundação João Pinheiro
O Observatório vai levantar dados, sistematizar e agregar informações relevantes sobre o setor da Economia Criativa em Minas Gerais.

11º ao 15º andares – Empresas âncoras
Serão as maiores empresas sediadas no P7, e são importantes na estratégia de gerar conexões entre as grandes, médias e pequenas empresas.

16º andar – Centro de Pós Produção Audiovisual
Centro com equipamentos de ponta para finalização de produtos audiovisuais, uma necessidade do setor em Minas.

17º andar – Administração e centro de serviços compartilhados

18º ao 22º andares – Empresas âncoras

23º andar – Espaço multiuso e salas de reunião
Serão utilizados pelas empresas e profissionais residentes e por eventos parceiros. Vão trazer um público flutuante importante para o espaço.

24º andar – Auditório

25º andar – Restaurante e terraço
Restaurante panorâmico aberto à cidade, vai estar localizado aqui neste espaço em que estamos agora.

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